segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Radiação solar

A pele é o órgão mais extenso do corpo, que atua protegendo o organismo contra a radiação, ferimentos e infeções. Além disso, auxilia no controle da temperatura corporal. Somos expostos diariamente a radiação solar, que nada mais é que a energia radiante emitida pelo sol, em particular aquela que é transmitida sob a forma de radiação eletromagnética. Cerca de metade desta energia é emitida como luz visível, o restante como luz invisível, divididos infravermelho e radiação ultravioleta (UV).  


Se por um lado tomar sol é importante para o organismo manter algumas de suas funções e o bem-estar geral da pessoa, por um outro a superexposição pode trazer alguns danos ao indivíduo, principalmente ao se considerar o tipo de pele e posturas inadequadas.

Pesquisas têm mostrado que a radiação UV danifica o DNA e o material genético, oxida os lipídios e produz perigosos radicais livres. Pode causar ainda inflamação, modificar a expressão dos genes e enfraquece a resposta imune da pele. Além disso, os raios UV são causadores de queimaduras, envelhecimento precoce e câncer de pele. Na prática, é comum separarmos a radiação UV em três partes: UVA, UVB e UVC.

As radiações UVB, embora de menor comprimento de onda é mais nociva sendo intensamente absorvidas pela epiderme. Devido à sua alta energia, são os responsáveis pelos danos agudos e crônicos à pele, tais como manchas, queimaduras (vermelhidão e até bolhas), descamação e câncer de pele. Já a radiação UVA, é menos ativa que a UVB na produção de eritemas e outros efeitos na pele, porém potencializa a ação da UVB. Além disso originam radicais livres, sendo responsáveis pelo envelhecimento cutâneo precoce, por doenças de fotossensibilidade e também contribuem para o desenvolvimento do câncer.

As ondas UVC possuem alta energia associada ao seu menor comprimento de onda, é altamente lesiva ao ser humano, com efeitos carcinogênicos e mutagênicos. Atinge a população em quantidade pequenas, pois é absorvida em sua maioria pela camada de ozônio, barreira natural de proteção que recobre a terra.

Fotoprotetores se mostram importantes diante do conhecimento dos danos que a radiação UV podem promover na saúde coletiva.  Apresentam benefícios de proteção solar contra radiação UVA e UVB, reduzindo a absorção das mesmas e os riscos associados. Porém é necessário cautela e correta orientação quanto ao uso e as opções presentes no mercado.  Assim como o modo correto e a frequência do uso devem ser observados. Procure a orientação de um farmacêutico em caso de dúvidas.

Marina Maria de Oliveira - 10º semestre do curso de Farmácia

Referências:

ARAUJO, T.S; SOUZA, S.O. Protetores solares e os efeitos da radiação ultravioleta. Scientia Plena, v.4, n.11, 2008.

BALOGB, T.S et al. Proteção à radiação ultravioleta: recursos disponíveis na atualidade em fotoproteção. An Bras Dermatol., v86, n.4, p.732-42, 2011.

CORREA, M.A; FLOR, J.; DAVOLOS, M.R. Protetores solares. Quim. Nova, v.30, n.1, p.153-158, 2007.


GUARATINI, T. et al. Fotoprotetores derivados de produtos naturais: perspectivas de mercado e interações entre o setor produtivo e centros de pesquisa. Quim. Nova, v.32, n.3, p.717-721, 2009.

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