O câncer de mama tem abrangentes números de pessoas
atingidas no mundo e entre as brasileiras é a sétima doença com maior índice de
mortalidade, demonstrados nos dados do DATASUS. Para aumentar a sobrevida do
paciente, foi instituído pela lei federal em 2012, que o tratamento deve
iniciar-se no mínimo 60 dias após a detecção do câncer.
O medo do tratamento medicamentoso é um dos interferentes
relatados pelos pacientes no que se refere ao sucesso terapêutico e até mesmo
os efeitos colaterais a ele vinculados. A quimioterapia, por exemplo, ocorre
perda de pelos e diarreia,
decorrentes da afinidade do fármaco a células de
reprodução rápida, característica de células tumorais, enquadrando-se o
folículo piloso, as células gastrintestinais, entre outras. O tratamento varia
de acordo com a complexidade do tumor.
A quimioterapia do câncer de mama inclui diferentes opções
de vias de administração como a oral, a intravenosa e a intramuscular, além de
diversas combinações de fármacos. Seus efeitos adversos foram distúrbios
gastrintestinais, especialmente diarreia, estomatite, náuseas, vômitos,
letargia, dor abdominal e aumento da pressão arterial.
O
tamoxifeno é uma substância moduladora de estrogênio, este é responsável pelo
crescimento das células mamárias normais e neste caso, anormais. Este
medicamento é utilizado por pacientes na pré e pós-menopausa. Ele foi aprovado
pela FDA (Food and Drug Administration) em 1977. Desde então, ainda é o medicamento com o
efeito mais marcante na sobrevida dos pacientes. Apesar da eficácia
indiscutível e dos benefícios em longo prazo, existe uma variabilidade nos
resultados e cerca de metade dos tumores não responde à terapia com tamoxifeno.
Seu principal efeito colateral é a trombocitopenia (redução do número de
plaquetas no sangue).
Em janeiro de 2014 a FDA autoriza o primeiro medicamento
conjugado ao tratamento de câncer, a trastuzumabe-entansina. Esse fármaco é um
conjugado de anticorpo-medicamento que atuam em células que apresentam
crescimento alterado. Direcionando-o assim às células malignas, o fármaco faz
com que as células parem de se dividir, finalmente levando-a a morte celular.
Os resultados in vitro mostram que entansina é de 20 a 200 vezes mais potente
que um medicamento usado na quimioterapia.
Richard Fernando de Andrade Álvares - 6º semestre
Referências:
http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/agencianoticias/site/home/noticias/2013/tempo_de_espera_nao_pode_ultrapassar_sessenta_dias
http://www.inca.gov.br/rbc/n_47/v01/pdf/normas.pdf
http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/tiposdecancer/site/home/mama
http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/idb2000/fqd05_5.htm
http://www.inca.gov.br/rbc/n_59/v03/pdf/15-artigoopiniao-farmacogenetica-implicacoes-terapeuticas-cancer-mama.pdf
http://www.projetodiretrizes.org.br/ans/diretrizes/cancer_de_mama-terapia_endocrina_e_terapia_alvo.pdf
http://www.femama.org.br/novo/noticias-detalhe.php?menu=not&id=305#.VFg-hjTF-XZ
http://www.einstein.br/einstein-saude/TECNOLOGIA-E-INOVACAO/Paginas/terapia-hormonal-contra-o-cancer.aspx
Acessados em: 13/10/2014.
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